Persigo o traço do teu corpo, como escultor que na ponta dos dedos molda as curvas que te desenham. Deslizo as mãos pela cintura, aliso-te o ventre, resvalando pela tua pele de seda. Escolho os tons numa paleta de mil cores, onde te pinto, lábios avermelhados, pele clara, cabelos escuros e longos como braços de mar. De olhos fechados sei de cor cada caminho teu, cada detalhe do teu desenho.
Pego teu corpo como viola que dedilho pela noite fora, num som perene que pelo ar se estende. Teus cabelos são cordas que emanam essências, notas de uma música que inventamos em cada toque. Teu ventre lugar de repouso, onde a palma da minha mão se deita. Teus olhos a luz que ofusca meus sentidos, que na penumbra escutam tua voz, como esta música que em ti faço tocar.
Pela noite fora, somos instrumento e músico, toques de prazer em soltamos em suaves murmúrios. Tu a inspiração que minha alma alimenta, eu tua vibração , que em contida tormenta, teu âmago agita. Onda de mar perdida, que no meu corpo desmaias. Não vás, não saias, fica aqui em mim abraçada, deixa que meus dedos dedilhem tua alma.
Música para este texto.
Pego teu corpo como viola que dedilho pela noite fora, num som perene que pelo ar se estende. Teus cabelos são cordas que emanam essências, notas de uma música que inventamos em cada toque. Teu ventre lugar de repouso, onde a palma da minha mão se deita. Teus olhos a luz que ofusca meus sentidos, que na penumbra escutam tua voz, como esta música que em ti faço tocar.
Pela noite fora, somos instrumento e músico, toques de prazer em soltamos em suaves murmúrios. Tu a inspiração que minha alma alimenta, eu tua vibração , que em contida tormenta, teu âmago agita. Onda de mar perdida, que no meu corpo desmaias. Não vás, não saias, fica aqui em mim abraçada, deixa que meus dedos dedilhem tua alma.
Música para este texto.