Hoje percebo que o universo em que habitas tem a dimensão da minha alma, se desenha com os perfis dos meus variados corpos, está repleto de perfumes que emano, que as cores com que te amanhecem os dias são as que pinto nos olhos. Perante a dimensão desta constatação, sinto-me pequeno demais para conter em mim o teu corpo, o teu espírito, o teu ser, não sei como tomei por completo os detalhes mais íntimos daquilo que és, daquilo que sentes.
Vejo-me, na insignificância das minhas letras, pergunto-me onde estão os alicerces destes mundos que crio, como suportam verdadeiras constelações onde pintas as tuas emoções. Não, não entendo a dimensão desta odisseia, que mares navega, que tempestades desencadeia. Sabes... às vezes a minha humana condição reduz-me a frigidez dos quotidianos, fazendo-me perder as asas que me deste, fazendo-me descrer naquilo que imagino ser.
Depois, há um mundo que gira, que percorre o escuro vazio desse universo, dispersando cor e fragrâncias pelo espaço oco, esse lugar secreto onde me guardaste. Extraíste-me das minhas próprias letras, deste-me corpo, fizeste-me vivo, adornaste-me e sopraste-me as tuas vontades, fizeste-me teu desígnio, teu mistério, teu hino. E eu, aqui, tão pequenino, olho estarrecido para tamanha galáxia, tentando perceber em que momento da minha mísera existência, produzi a energia para despoletar a tua imensa criação.
Vejo-me, na insignificância das minhas letras, pergunto-me onde estão os alicerces destes mundos que crio, como suportam verdadeiras constelações onde pintas as tuas emoções. Não, não entendo a dimensão desta odisseia, que mares navega, que tempestades desencadeia. Sabes... às vezes a minha humana condição reduz-me a frigidez dos quotidianos, fazendo-me perder as asas que me deste, fazendo-me descrer naquilo que imagino ser.
Depois, há um mundo que gira, que percorre o escuro vazio desse universo, dispersando cor e fragrâncias pelo espaço oco, esse lugar secreto onde me guardaste. Extraíste-me das minhas próprias letras, deste-me corpo, fizeste-me vivo, adornaste-me e sopraste-me as tuas vontades, fizeste-me teu desígnio, teu mistério, teu hino. E eu, aqui, tão pequenino, olho estarrecido para tamanha galáxia, tentando perceber em que momento da minha mísera existência, produzi a energia para despoletar a tua imensa criação.
5 comentários:
Muitas vezes não existe uma explicação.Apenas e somente se consegue sentir tamanha grandiosidade de sentimento.E isso é bom...muito bom e muito belo!
Tal e qual a beleza das tuas palavras.
Bj com luar
Nao somos a insignificancia k por vezes imaginamos...
Beijinho de lua*.*
Também não sei quem sou!
Busco eternamente a origem do meu ser. Não sei se está em mim ou em ti. Só sei que é algo grandioso que pertence a nós dois.
Aqui, em ti.
Beijo doce
Querido, passa-se uma vida
e ainda assim talvez nunca vamos encontrar a resposta que tanto procuramos para o entendimento daquilo que sentimentos com a alma!!!
.Um Abraço.
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