Quiçá não vejas o meu corpo, sobre ele tenhas apenas um imagem desenhada pela tua mente. Pode que não sintas o calor da minha carne roçar a tua num espasmo de prazer e luxúria. Mas sabes que as minhas asas agitam o ar que te envolve, acariciam a tua face, elevam-te o espírito. Sabes... a ausência não é a falta de um corpo, mas a inexistência de um anjo que nos vele. A distância não é quão longe se está de alguém, mas a forma insensível como esse alguém nos trata. A dor não é a forma como os músculos do nosso corpo reclamam a atenção do cérebro, mas o vazio imenso que a alma não comporta.
Talvez eu seja apenas uma leve brisa que no fim de um dia cansativo venha pentear teus cabelos, talvez não seja mais que a luz trémula da vela que acendes na noite escura, ou o fumo que se eleva em espirais incertas de perfumes acabados de queimar. Mas sabes que na intimidade desses momentos há uma presença que te preenche, que te anima e te acalenta, um abraço invisível que por entre a penumbra do quarto te vem abraçar. Um corpo volátil que contigo se vem deitar.
Percebes na forma como as frases afluem à tua mente, que mesmo detrás do teu corpo, outro corpo se encosta, outra mente te fala, te escreve no pensamento aquilo que escutas com a voz que me inventas. Esta conversa surda que tantas vezes temos dentro do teu espírito, influi nos teus sentidos, tornando-os aguçados e despertos. As palavras reverberam na tua pele, tornando-a luminosa, de repente a noite adquire um novo brilho e tudo à tua volta se ilumina. É nesse resplendor que se revelam todos os teus sentires, todo o teu amor.
Talvez eu seja apenas uma leve brisa que no fim de um dia cansativo venha pentear teus cabelos, talvez não seja mais que a luz trémula da vela que acendes na noite escura, ou o fumo que se eleva em espirais incertas de perfumes acabados de queimar. Mas sabes que na intimidade desses momentos há uma presença que te preenche, que te anima e te acalenta, um abraço invisível que por entre a penumbra do quarto te vem abraçar. Um corpo volátil que contigo se vem deitar.
Percebes na forma como as frases afluem à tua mente, que mesmo detrás do teu corpo, outro corpo se encosta, outra mente te fala, te escreve no pensamento aquilo que escutas com a voz que me inventas. Esta conversa surda que tantas vezes temos dentro do teu espírito, influi nos teus sentidos, tornando-os aguçados e despertos. As palavras reverberam na tua pele, tornando-a luminosa, de repente a noite adquire um novo brilho e tudo à tua volta se ilumina. É nesse resplendor que se revelam todos os teus sentires, todo o teu amor.
6 comentários:
Talves sejas só uma brisa... mas uma brisa que me deixa um sorriso sempre que te leio:)
Lindo...como sempre:)
Beijo doce
Gostei desta brisa que me penteou os meus cabelos!
Como sempre...Fabuloso o teu texto!
Não venho por obrigação,venho por gosto e prazer e compreendo que a falta de tempo muitas vezes nos deixam em falta nos comentarios.Mas para mim o que vale é o prazer de lêr tamanha imensidão de sentires!E voce têm o dom de me fazer viajar sempre que o leio....Obrigada!
Bj cheio de luar
Deixando apenas um beijinho.
Sonhadora
Como sempre tranquilo e belo! é um prazer ler tamanha grandiosidade de sentimentos!
Bjs
Adorei a brisa a pentear os cabelos...as palavras deixam a pele luminosa e tudo á volta brilha. Benditas essas palavras e benditos estes sentires. Adorei. Beijos com carinho
um abraço invisível que por entre a penumbra do quarto te vem abraçar
beijoca
Enviar um comentário